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quarta-feira, 23 de abril de 2014
ATPC - 23/04/3014
Objetivo: esclarecer os professores sobre o pacto e o estudo a ser realizado
2. Desenho – Os Simpsons – temp. 21 – episódio 02 - Debate
Objetivo: Perceber o perfil dos professores “moderno” e “antigo”
3. Perfil dos professores – devolutiva
Objetivo: reconhecer o perfil do grupo
4. Sugestão para continuidade do projeto – O que os alunos pensam da escola
Objetivo: definir próximos passos do projeto da UE
5. Leitura Compartilhada: Introdução do livro “Volta ao Mundo em 13 escolas”
Objetivo: definir próximos estudos para o ATPC
Episódio dos Simpsons
Questões norteadoras do Debate:
Sobre o desenho "Bart tira menos zero"
- Do que irá tratar o desenho?
- Como é o cotidiano da professora? É fora da realidade?
- O que vocês acham que vai acontecer? A aula será um sucesso?
- A sala mostrada é semelhante à realidade?
- O que as crianças irão fazer com a professora?
- O que vai acontecer com a professora após beber?
- Como a professora irá ficar após ser despedida?
- Como será o novo professor?
- Qual será o fim do novo professor?
- O que vocês concluem com a frase: "É sempre assim, os bons ficam malucos mais depressa"
- Compare a didática dos dois professores.
quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013
Vídeo: Eu sei mas não devia
Eu sei, mas não devia
Marina Colasanti
Eu sei que a gente se acostuma. Mas não
devia.
A gente se acostuma a morar em apartamentos de fundos e a não ter outra vista que não as janelas ao redor. E, porque não tem vista, logo se acostuma a não olhar para fora. E, porque não olha para fora, logo se acostuma a não abrir de todo as cortinas. E, porque não abre as cortinas, logo se acostuma a acender mais cedo a luz. E, à medida que se acostuma, esquece o sol, esquece o ar, esquece a amplidão.
A gente se acostuma a acordar de manhã sobressaltado porque está na hora. A tomar o café correndo porque está atrasado. A ler o jornal no ônibus porque não pode perder o tempo da viagem. A comer sanduíche porque não dá para almoçar. A sair do trabalho porque já é noite. A cochilar no ônibus porque está cansado. A deitar cedo e dormir pesado sem ter vivido o dia.
A gente se acostuma a abrir o jornal e a ler sobre a guerra. E, aceitando a guerra, aceita os mortos e que haja números para os mortos. E, aceitando os números, aceita não acreditar nas negociações de paz. E, não acreditando nas negociações de paz, aceita ler todo dia da guerra, dos números, da longa duração.
A gente se acostuma a esperar o dia inteiro e ouvir no telefone: hoje não posso ir. A sorrir para as pessoas sem receber um sorriso de volta. A ser ignorado quando precisava tanto ser visto.
A gente se acostuma a pagar por tudo o que deseja e o de que necessita. E a lutar para ganhar o dinheiro com que pagar. E a ganhar menos do que precisa. E a fazer fila para pagar. E a pagar mais do que as coisas valem. E a saber que cada vez pagar mais. E a procurar mais trabalho, para ganhar mais dinheiro, para ter com que pagar nas filas em que se cobra.
A gente se acostuma a andar na rua e ver cartazes. A abrir as revistas e ver anúncios. A ligar a televisão e assistir a comerciais. A ir ao cinema e engolir publicidade. A ser instigado, conduzido, desnorteado, lançado na infindável catarata dos produtos.
A gente se acostuma à poluição. Às salas fechadas de ar condicionado e cheiro de cigarro. À luz artificial de ligeiro tremor. Ao choque que os olhos levam na luz natural. Às bactérias da água potável. À contaminação da água do mar. À lenta morte dos rios. Se acostuma a não ouvir passarinho, a não ter galo de madrugada, a temer a hidrofobia dos cães, a não colher fruta no pé, a não ter sequer uma planta.
A gente se acostuma a coisas demais, para não sofrer. Em doses pequenas, tentando não perceber, vai afastando uma dor aqui, um ressentimento ali, uma revolta acolá. Se o cinema está cheio, a gente senta na primeira fila e torce um pouco o pescoço. Se a praia está contaminada, a gente molha só os pés e sua no resto do corpo. Se o trabalho está duro, a gente se consola pensando no fim de semana. E se no fim de semana não há muito o que fazer a gente vai dormir cedo e ainda fica satisfeito porque tem sempre sono atrasado.
A gente se acostuma para não se ralar na aspereza, para preservar a pele. Se acostuma para evitar feridas, sangramentos, para esquivar-se de faca e baioneta, para poupar o peito. A gente se acostuma para poupar a vida. Que aos poucos se gasta, e que, gasta de tanto acostumar, se perde de si mesma
A gente se acostuma a morar em apartamentos de fundos e a não ter outra vista que não as janelas ao redor. E, porque não tem vista, logo se acostuma a não olhar para fora. E, porque não olha para fora, logo se acostuma a não abrir de todo as cortinas. E, porque não abre as cortinas, logo se acostuma a acender mais cedo a luz. E, à medida que se acostuma, esquece o sol, esquece o ar, esquece a amplidão.
A gente se acostuma a acordar de manhã sobressaltado porque está na hora. A tomar o café correndo porque está atrasado. A ler o jornal no ônibus porque não pode perder o tempo da viagem. A comer sanduíche porque não dá para almoçar. A sair do trabalho porque já é noite. A cochilar no ônibus porque está cansado. A deitar cedo e dormir pesado sem ter vivido o dia.
A gente se acostuma a abrir o jornal e a ler sobre a guerra. E, aceitando a guerra, aceita os mortos e que haja números para os mortos. E, aceitando os números, aceita não acreditar nas negociações de paz. E, não acreditando nas negociações de paz, aceita ler todo dia da guerra, dos números, da longa duração.
A gente se acostuma a esperar o dia inteiro e ouvir no telefone: hoje não posso ir. A sorrir para as pessoas sem receber um sorriso de volta. A ser ignorado quando precisava tanto ser visto.
A gente se acostuma a pagar por tudo o que deseja e o de que necessita. E a lutar para ganhar o dinheiro com que pagar. E a ganhar menos do que precisa. E a fazer fila para pagar. E a pagar mais do que as coisas valem. E a saber que cada vez pagar mais. E a procurar mais trabalho, para ganhar mais dinheiro, para ter com que pagar nas filas em que se cobra.
A gente se acostuma a andar na rua e ver cartazes. A abrir as revistas e ver anúncios. A ligar a televisão e assistir a comerciais. A ir ao cinema e engolir publicidade. A ser instigado, conduzido, desnorteado, lançado na infindável catarata dos produtos.
A gente se acostuma à poluição. Às salas fechadas de ar condicionado e cheiro de cigarro. À luz artificial de ligeiro tremor. Ao choque que os olhos levam na luz natural. Às bactérias da água potável. À contaminação da água do mar. À lenta morte dos rios. Se acostuma a não ouvir passarinho, a não ter galo de madrugada, a temer a hidrofobia dos cães, a não colher fruta no pé, a não ter sequer uma planta.
A gente se acostuma a coisas demais, para não sofrer. Em doses pequenas, tentando não perceber, vai afastando uma dor aqui, um ressentimento ali, uma revolta acolá. Se o cinema está cheio, a gente senta na primeira fila e torce um pouco o pescoço. Se a praia está contaminada, a gente molha só os pés e sua no resto do corpo. Se o trabalho está duro, a gente se consola pensando no fim de semana. E se no fim de semana não há muito o que fazer a gente vai dormir cedo e ainda fica satisfeito porque tem sempre sono atrasado.
A gente se acostuma para não se ralar na aspereza, para preservar a pele. Se acostuma para evitar feridas, sangramentos, para esquivar-se de faca e baioneta, para poupar o peito. A gente se acostuma para poupar a vida. Que aos poucos se gasta, e que, gasta de tanto acostumar, se perde de si mesma
sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013
Pauta ATPC - EM - semana de 18 a 22/02
- Combinados: - registro de reuniões feito por um dos
professores
- anotações no caderno (diário de bordo)
- projeto Libras
- anotações no caderno (diário de bordo)
- projeto Libras
- Definição das próximas pautas: problema raiz detectado – “não
sabemos dar aula para a geração atual”
- Vídeo: "Jovens Conectados" - reportagem exibida no Profissão Repórter de 23/10/12
“A
mente que se abre para uma nova ideia jamais volta ao seu tamanho original”.
(Albert Einstein)
sábado, 10 de março de 2012
terça-feira, 31 de janeiro de 2012
Aprendendo com os ''pés descalços''
Vale a pena ver este exemplo de educador e ainda acreditar que podemos mudar alguma coisa...
Bunker Roy | Aprendendo com os ''pés descalços'' - Legendado PT from Lucy Sem Fronteiras on Vimeo.
terça-feira, 22 de novembro de 2011
PAUTA HTPC –27/10/2011
1 - Introdução à Libras: música "Dias Melhores"
2- Aula diferenciada - Profª Mara - Biologia - Projeto Vale Sonhar
3 - Continuação do trabalho com o livro "Aula nota 10"
2- Aula diferenciada - Profª Mara - Biologia - Projeto Vale Sonhar
3 - Continuação do trabalho com o livro "Aula nota 10"
sexta-feira, 23 de setembro de 2011
quinta-feira, 22 de setembro de 2011
sexta-feira, 16 de setembro de 2011
Pauta HTPC - 13 e 15/09/11
Projeto em parceria com o CAPES-i e a UBS-Agapeama. Objetivo: melhorar a auto-estima do professor e estabelecer sua função na escola.
Link para o vídeo usado como sensibilização:
Link para o vídeo usado como sensibilização:
sexta-feira, 8 de julho de 2011
Primeiro Show de Talentos - BA
Veja o vídeo da música "Indiretas" do João (1ºB)
Veja os links para assistir a apresentação do Eduardo (2º A), o Michael Jackson do B.A.
Veja os links para assistir a apresentação do Eduardo (2º A), o Michael Jackson do B.A.
sexta-feira, 27 de maio de 2011
segunda-feira, 4 de abril de 2011
Jeremy - Pearl Jam
Em casa
Desenhando figuras de topos de montanhas
Com ele no topo, sol amarelo limão
Braços erguidos em V
Os mortos estendidos em poças de cor marron embaixo deles
Papai não deu atenção
Para o fato de que a mamãe não se importava
Rei Jeremy, o perverso
Governou seu mundo
Jeremy falou na aula de hoje
Jeremy falou na aula de hoje
Me lembro claramente
Perseguindo o garoto
Parecia uma sacanagem inofensiva
Mas nós libertamos um leão
Que rangeu os dentes
e mordeu os seios da menina na hora do intervalo
Como eu poderia esquecer
E me acertou com um soco de esquerda de surpresa
Meu maxilar ficou machucado
Deslocado e aberto
Assim como no dia
Como dia em que ouvi
Papai não dava carinho
E o garoto era algo
Que mamãe não aceitaria
Rei Jeremy, o perverso
Governou seu mundo
(3x)
Jeremy falou na aula de hoje
Tente esquecer isto
Tente apagar isto
Do quadro negro
(2x)
Jeremy falou na aula de hoje
(2x)
Jeremy falou
Falou
Jeremy falou na aula de hoje